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#Conto029 - Segunda Feira de Desfile (Festa da Carne)

#FestadaCarne #Droga #Bareback #Preso #Traficante #Coroa #Dominação #Submissão #Carnaval #Parte4 #Negro #Cafuçu #SegundaFeiradeDesfile #AndréMartins #CasadosContos

SINOPSE

Ao longo de 8 capítulos, acompanhamos o florescer sexual de Fabiano, um evangélico de 17 anos que cresceu retraído dentro das rédeas controladoras dos pais religiosos e conservadores. A aventura começa quando ele descobre que vão viajar para Israel durante todo o recesso de carnaval, não fosse por um detalhe crucial na hora do voo: Fabiano tinha medo de avião. Depois de muita conversa e promessa de oração, ele se vê sozinho em casa pela primeira vez na vida, longe das correntes que tanto o prenderam por 17 longos anos. E bem durante a semana na qual a cidade pega fogo e todo folião pisa no mesmo chão. Abram alas à Festa da Carne de Fabiano! Depois disso, talvez ele nunca mais seja o mesmo.

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Ao final do domingo de fantasia, depois de uma sexta-feira de folia e um sábado de orgia, minhas pregas estavam em recuperação. Um num dia, cinco no outro e dois ontem, eu fui bem guerreiro pra aguentar dar o cu mesmo assado e queimando de tanta pica visitante. A elasticidade anal precisaria de um tempo até voltar ao normal, só que, da mesma forma como nos dias anteriores, eu ainda não sabia que seria surpreendido pela presença chamativa, instigante e crucial de um macho dominador. Mais um dentre tantos, exceto por uma única diferença: eu não era mais o evangélico de tantos dias ou semanas atrás. Perdi o cabaço numa rola bêbada, atrasada e com cheiro de couro. Fiz rodízio de curra com um grupo de pagode inteiro, mamei um ambulante no beco de uma rua e liberei o cuzinho pra um bebum cheio de fome, querendo mais bunda do que álcool em si. Pra não falar da descoberta de que índio gosta de comer xota, índio gosta de comer cu. O que mais faltava? A prova real! Aquela situação chave pra mostrar o resultado de tanto adestramento e sedução em época de carnaval, tempo de fogo nos pés, pernas, olhos e todo o restante do corpo de um homem. Estava faltando o "chefão final" da fase, aquele que testaria se eu era mesmo viado ou não após tanta penetração e safadeza. Aquele que me deitaria da forma que nenhum dos outros anteriores fez. Entre outras palavras, estava me faltando um dominador nato. Aí chegou a segunda-feira, sendo também o segundo dia de desfiles das escolas de samba do Rio. Eu havia combinado com minha prima de acompanhá-la até à casa de praia do namorado dela, mas sem ela contar aos meus pais, que por sinal deram sinal de vida.

- "Tudo bem por aí, filho?" - perguntou minha mãe. - "Ontem eu e teu pai nos batizamos, ficamos o dia todo em retiro, por isso não demos notícia." - finalmente explicou.

- "Sem problemas, aqui tá tudo muito tranquilo. Acho que todo mundo no bairro viajou, quase não escuto barulhos, então passo o dia orando e pensando em vocês." - me empenhei em mentir bem.

- "Lindo, você estaria amando estar aqui conosco, tenho certeza que nada te deixaria mais animado! Se cuida, ein!"

Eu ri, não quis me alongar tanto assim. Voltando à rotina da Festa da Carne, como imaginei aquela segunda sendo o começo do fim do carnaval, programei a calmaria pro desfecho, tendo oportunidade de me divertir de diversas maneiras diferentes até o retorno dos meus pais, deixando o descanso pro fim de tudo, já que nunca me imaginei dando à beça como tava fazendo. Levantei de manhã pela segunda-feira, tomei café e arrumei as malas. Liguei pra Lívia e avisei que estava indo pra casa dela.

- Pode ficar aí, é caminho! Vou de carro, passo e te pego!

- Certo, vou esperar, então.

Levou uns 40 minutos até que isso acontecesse, mas fomos. No veículo, ela dirigindo e o namorado no banco do carona. Eu não lembrava do nome dele, mas lembrei que era gente boa e, assim como a Lívia, completamente diferente do restante da família, ou seja, ambos não pertenciam ao mesmo fanatismo religioso do qual meus pais e tio faziam parte. Eles gostavam de beber, fumar, falar palavrão, escutar pagode, samba, funk, não tinham tempo ruim. E foi assim que fomos durante o percurso, só tagarelando e ouvindo música alta. Por estarmos de carona, o namorado dela abriu uma cerveja e dividiu comigo, então quando finalmente chegamos à casa de praia eu já estava um pouco no brilho.

O lugar não pareceu um terreno grande como o sítio da minha amiga Sarah, porém a casa em si era confortável e espaçosa, com muitos cômodos de hóspedes, piscina e churrasqueira do lado de fora. Descarregamos algumas coisas do carro, peguei minhas bolsas e fui conhecendo o lugar ao lado da Lívia. Vários cômodos distribuídos num casarão estilo antigo, com paredes altas e bem conservado, bonito.

- Você pode ficar nesse quarto aqui, ó..

E abriu a porta, me mostrando um recinto com cama de casal, estante, um pequeno armário de canto, televisor e um cheiro gostoso de antiguidade, não de coisa velha. Roupa de cama nova, tapete no chão, bem confortável. Me joguei no colchão enorme e zoei com ela.

- Já vou trazer alguém pra dormir comigo!

Ela riu. Desfiz as malas, me senti em casa pra permanecer até o dia seguinte e, só quando terminei tudo, desci as escadas pra dar início ao tempo que passaríamos ali na casa de praia. Eu e minha prima conversamos a tarde toda, no meio de muita bebedeira, churrasco e banho de piscina. Expliquei o porquê de não ter viajado com meus pais e como estava sendo a experiência de me virar sozinho. Não comentei das piranhagens que tava fazendo, mas ela sabia bem que eu era viado e às vezes falávamos disso. O namorado dela também pareceu entendido das coisas, conversou abertamente de vários assuntos e, num determinado momento, já no começo da noite, recebeu uma mensagem no celular que modificou a cara da Lívia assim que ele contou.

- O Sandrinho tá mandando mensagem, amor. - fez uma pausa. - Ele disse que vai rolar o desfile e a gente ainda não tá lá!

Ela bocejou, se despreguiçou e só então respondeu.

- Vamos dar uma passada na cidade pra ver?

- Por mim tudo bem, estou com vocês. - respondi.

Foi quando ele continuou e aí veio a cara de riso e surpresa ao mesmo tempo.

- Ele falou que o Elias tá lá com eles!

Ela o olhou assustada.

- Elias?

- Aham!

- O Elias, Elias?

- Sim, o Eli!

- Mas ele já saiu?

- É, eu também não tô sabendo de nada.. - terminou o rapaz.

Fiquei um pouco curioso por aquele diálogo ao redor do nome do cara, ambos nitidamente desacreditados da verdade daquela informação. Afinal de contas, qual seria o problema na presença dele? Como eu não sabia absolutamente de nada e estava ali apenas como convidado da minha prima e do namorado dela, troquei de roupa, ajudei a encher o isopor com as bebidas e fomos juntos à cidadezinha por onde desfilava aquele bloco de carnaval, representando a pequena escola de samba local, constituída majoritariamente por moradores que permaneciam por ali durante todas as épocas do ano, mantendo a cultura tradicional da Festa da Carne, que alcançava a todos, cada um de uma maneira.

Assim que chegamos, Lívia e o namorado mandaram mensagem para alguns amigos que já estavam esperando por nós. Estávamos numa espécie de encruzilhada de avenidas, bem no meio de um cruzamento fechado, livre apenas para circulação de foliões, do bloco, trio elétrico e tal. Não tava tão lotado, pelo menos no meio, o que deu a impressão de que um grupo havia desfilado e que estavam preparando a entrada do próximo, bem num estilo desfile de escolas de samba pequenas. Foi quando, de cima de um palco, um homem fantasiado começou a falar com todos ao redor.

- É agora, meus amigos! Vem aí a escola da região praiana!

Muitos gritos, assobios, barulho. Homens, mulheres, crianças, jovens, todo mundo pulando e compartilhando da mesma energia por conta da cultura local. Eu e Lívia só olhando, o namorado dela no meio da muvuca também. Foi quando ele voltou até nós e trouxe dois amigos. Abriu o isopor do qual ficamos tomando conta e tirou dois latões, servindo cerva pra nós cinco.

- Fabiano, esse é meu primo Olavo! - apresentou.

- Opa, tudo bom?

Um rapaz sem blusa e de pele clara me cumprimentou com a mão. Ele lembrava um pouco o namorado da minha prima e o que me chamou a atenção foi que ele veio com um tamborim na mão, além da camiseta da escola de samba jogada no ombro e um chapéu desses de panamá, tipicamente conhecido como chapéu de malandro.

- Vocês chegaram bem na hora, a gente já vai entrar! - avisou enquanto me cumprimentou.

- A gente esqueceu completamente! - Lívia falou. - Se vocês não tivessem falado, ainda estaríamos lá em casa.

Aí o segundo rapaz, que até então não havia nos cumprimentado e estava um pouco mais pra trás, disfarçou e foi saindo de fininho, acho que só eu percebi, mas não falei nada. Nem tive muito tempo de reparar nele, só vi que era da pele parda e com algumas tatuagens pelo braço fechado. O pouco bate-papo seguiu, até que minha prima percebeu a falta dele.

- Ué, cadê o Elias? Era ele, não era?

O boy dela até virou pra prestar atenção.

- Era sim, ele tá passando carnaval aqui.

O rapaz começou a procurá-lo ao redor e não encontrou. Foi quando se ligou de que estava na hora de entrar com o bloco e foi se adiantando.

- Não saiam daqui, tá? E não esquece de tirar foto! - pediu.

- Deixa com a gente!

Dito isto, Olavo foi pra concentração na parte da bateria e nós ficamos um pouco de longe observando, enquanto não começava o desfile. Acompanhei com os olhos até encontrar o suposto Elias no meio da multidão. Lívia também o encontrou e voltou a conversar com o namorado.

- E não é que ele veio mesmo pro carnaval?

- E tá tranquilo, né? Pegou um corpo, comparado a como tava.

Ela pensou um pouco.

- Será que isso é bom?

E aí foi ele quem ficou pensando.

- A gente sempre espera o melhor de todo mundo!

- É verdade. - concordou ela.

Eu fiquei muito curioso pra saber do que estavam falando, e quanto mais falavam, mais fiquei atentado a olhar pro Elias de longe. Como ele tava no meio da bateria, só consegui ver o rosto e aparentemente não havia nada demais. "O que será que esse cara fez?", pensei a todo instante. "O que ele tem de tão especial assim?". Eu não tava por dentro de nada e também não sabia dos laços familiares do namorado da Lívia, então decidi que ficaria apenas observando mesmo. E foi o que fiz até um certo ponto. No meu corpo, o sangue estava muito tranquilo até SETE minutos depois do começo do desfile.

Diante de nós, a primeira parte das fileiras de gente começou a passar. Fantasias diversas, muita cor, brilho, paetê, purpurina, confete e barulho. Música alta, gente sorrindo, pulando, até chorando de animação e por estar ali no meio de tudo, mostrando amor à escola, ao bairro, à própria história. Quando finalmente chegou a bateria, minha prima ficou tão animada e saltitante que não lembrou de pegar o celular pra tirar as fotos. Um pouco menos afobado que ela, peguei o meu e comecei a fotografar sem ninguém perceber, não que fosse escondido, só que sem flash e tal. Dei tanta atenção a isso que estava praticamente assistindo ao desfile pelas fotos sendo tiradas aos poucos, quadros por quadros. Foi aí, nesse exato momento. As pessoas desfilando deram dois passos à frente e o Elias foi enquadrado na lente do meu celular. Por alguma razão qualquer, o puto SOUBE que havia uma câmera em si. E, com um jeito que me pareceu totalmente proposital, olhou bem pro foco, como se visse meus olhos atrás do smartphone, e deu uma piscada muito marginal, levantando uma sobrancelha no estilo lobo mau e sorrindo cínico. Eu nunca havia visto aquele cara antes, acho que ele idem em relação a mim. Mas isso aconteceu e eu nem quero dizer que ele realmente tenha me visto, não. Quero só afirmar que o fogo no rabo estalou. Um cara totalmente comum à primeira impressão, só que com uma cara de safado bem na hora da foto. Tudo bem, esperei um pouco e voltei a fotografar. Tentei não dar foco único ao Elias, mas foi impossível não aplicar muito zoom pra pegá-lo em cheio na lente. Aos poucos, eu fui detalhando o que deu pra ver do corpo dele no mar de pessoas. Camiseta da escola de samba, dois braços enormes de fora e um deles subindo e descendo pra bater com a mão GROSSA no couro de um bumbo, ou surdo, um instrumento grande de percussão. Quando essa mesma mão desceu espalmada e firme, pra bater com força na carcaça do instrumento, o puto botou a ponta da língua de fora e mordeu, fazendo aquela cara de quem tava batendo com vontade, bem empolgado, afim de fazer aquilo. Reparei que não foi só na primeira, em todas as batidas o Elias se empenhou bastante. Foi assim que fui desvendando a mágica por trás daquele cara aparentemente normal. Ou estava ficando bêbado enquanto o desfile prosseguia?

- Olha lá, eles lá! Pega o celular! - Lívia gritou.

Olhou pra mim e viu que já estava tirando as fotos. Disfarcei, esperei e voltei a me deliciar com a visão do moreno dando palmadas no tambor, atravessado com uma faixa pelo pescoço e no meio do peitoral. Trapézio desenvolvido e saliente pelas curtas alças da camiseta. Ombros esféricos, de quem fez a malhação de rotina em algum momento nos últimos anos, e muques, ou bíceps, desenvolvidos e protuberantes. Nos momentos em que esse macho levantou o braço pra bater, ainda tirei foto do sovaco delicioso e cheio de pelos suados que testemunhei. Uma das sobrancelhas era riscada nas pontas, estilo faveladinho. Ele tinha algumas tatuagens no rosto, mas a mais chamativa era a do braço: um Sereio enorme, em tons de cores quentes e chamativas, segurando um tridente dourado e um tipo de poção na outra mão. Além da animação em socar o instrumento, o puto tava cantando todo inserido no contexto do desfile, caminhando no ritmo dos colegas ao redor e sorrindo a toa. Um riso de macho adulto, mais velho e experiente. Não precisei de mais que isso pra saber que, de normal, o Elias não tinha absolutamente nada.

Quando o desfile terminou, Olavo veio novamente para onde estávamos e nos levou a um bar próximo da avenida. Ele tava bem radiante e falante, só comentando sobre o evento e perguntando das fotos. Veio sem o Elias. Sentamos numa mesa bem na calçada, pedimos algumas bebidas e ficamos ali conversando, eu, ele, minha prima e o namorado dela. Em poucos minutos, numa mesa ao lado à nossa, um outro grupo de amigos chegou. Aí o Olavo levantou e foi até eles. Vários homens e mulheres com as roupas da escola de samba do bloco, então deduzi que fossem todos amigos deles. A conversa confirmou isso.

- Esse ano foi o melhor, né?

- Com certeza, ano que vem tem mais!

Como minha mente estava em outro lugar, fiquei um pouco alheio à conversa de todos, só parado olhando pro nada. Até que percebi um homem de silhueta atraente vindo na minha direção, atravessando o sinal fechado. De longe, não vi quem era, então continuei olhando. Só que ele foi vindo e vindo e só me liguei que era o Elias quando já tava em cima. Ele COM CERTEZA percebeu que eu tava manjando muito aquela mala dele dançando no short de tecido fino, principalmente porque pensei que era alguém que apenas passaria. Não, o puto cumprimentou todos nas duas mesas e foi sentar lá com o segundo grupo, me deixando muito sem graça por estar ali.

- "Ele sabe que eu sou viado!" - tive ciência.

Tentei até disfarçar, mas foi muito difícil não ficar dando olhadas de rabo de olho pro Elias, principalmente depois de descobrir que ele era aquele tipo de macho QUE GOSTA DE SER VISTO, LARGADO e NATURALMENTE.. MACHO. Aquele puto que senta no sofá de casa todo aberto, não tá nem aí se a mala marcar, quer é se sentir confortável na posição que bem entender. Esperto é quem olha! Ele sentou na cadeira do boteco e abriu o par de coxas. O short era daqueles que lembrava calção de jogador de futebol da adidas, subiu ainda mais quando ele esticou o corpo. Pernas morenas, cheias de pelos, mas não foi aí que surtei. O meu rabo entrou em combustão no momento em que, DELICIOSAMENTE DESLEIXADO, o gostoso simplesmente tirou o chinelo, puxou uma cadeira vazia e esticou a perna por cima dela, ficando com a sola do pé virada na minha direção. "AAAAAH, NÃO! QUE COVARDIA!"

- Vou ao banheiro! - falei com a Lívia.

Entrei pelo bar quase com falta de ar. Eu tava no meu quarto dia consecutivo de viadagem, tava cheio de foguinho no cu e bastante assado, sobrevivendo na base da pomadinha por pelo menos três dias seguidos. Sentei em mais de cinco homens diferentes desde que o carnaval começou, isso porque prometi que oraria diariamente, jejuaria e faria vigília ao longo da famosa Festa da Carne. Agora, diante de mim, um macho que me fez pensar se não era tudo de propósito, porque não é possível! Eu estava tão podolatra e viciado em macho que me perguntei mil vezes como ele OUSARA sair só de chinelos, com os pés expostos. Se andava com a piroca escondida, por que exibia os pés assim na cara dura, na minha fuça? E o pior, eu apenas poderia observar e disfarçar. Minha mente tava bêbada e zonza, só consegui me imaginar chupando cada dedo grosso do Elias, passando a língua por entre eles e lambendo a planta do pé, do calcanhar à ponta, bem espalmada pra sentir todo o gosto do néctar físico de um homem. O resultado daquilo por onde ele vai, do que ele faz e o que aprende. Tudo que fica preso em seu corpo faminto, seu ego envolvente e na cintura de moleque insistente. Mijei, lavei o rosto, sequei, tomei um ar e voltei pra mesa do bar com a certeza de que o puto era solteiro. Atraente feito um lobo e gostoso que só ele, não poderia ter alguém pra namorar, do contrário com certeza sofreria com os ciúmes da parceira.

Tentar sair dali foi a pior ideia que tive, porque eu fui ao banheiro pra não ter que admirar o Elias. E agora, ao retornar, o puto, além de estar na mesmíssima posição, ainda tava todo envolvido na conversa, com uma mão toda hora puxando o tecido preso no saco, usando o dedo menor pra tirar. O riso no rosto, os ombros largos, muitos gestos de olhadas sádicas pra tudo ao redor, porém com aquele ar de quem tá fazendo sem querer, como se fosse hábito. "Não é possível..", pensei. De perto, Elias me pareceu muito CAFUÇU. Um olhar torto, meio obsceno, frases tatuadas pelas clavículas, pelo rosto, braços e até na perna. E que pernas! Dois pés que com certeza eram 44, bem simétricos e alinhados, como num molde perfeito de algo feito ao bruto, sem cálculo. O puto gesticulava, falava palavrão, ria alto e sempre mostrando os dentões, levantando um braço ou outro às vezes e me dando ainda mais visão dos sovacos. Até que, num momento oportuno em que o puto coçou o saco outra vez, eu olhei de rabo de olho e ELE ME OLHOU, DIRETO NA MINHA FUÇA. Mas não fez nada, só continuou conversando de longe com alguém. A partir daí, vez ou outra me deu aquela olhada sem nada demais. Pronto, o cu não parou mais de piscar! Quis muito fazer perguntas à minha prima sobre o que ele curtia, mas me contive pra não dar tanta bobeira e acabar despistando o macho. Além do mais, quis ver até onde iria aquela putaria, e foi aí que me bateu aquele fogo da experiência. Lembrei sem querer das coisas que estava fazendo ao longo dos dias anteriores e o calor foi crescendo. Deu vontade de dançar, de fazer algo pra chamar a atenção daquele piranho, porém nada veio à mente. Ele continuava dando uma olhada ou outra, mas sem passar disso. Até que, num dado momento em que eu o observava, reparei que o puto botou as mãos nos bolsos da bermuda como se procurasse um isqueiro, cigarro, algo do tipo. Eu não sei bem porque fiz isso, foi muito automático, mas fui no bar e comprei um maço de cigarros pra mim, sendo que nunca havia fumado até então. Fui até à ponta oposta da calçada, acendi um e fingi que tava fumando, sendo que nem sabia tragar. Aliás, nem a marca que eu comprei devia ser conhecida. O que o fogo no cu pra não perder uma oportunidade faz, não é verdade? Pois bem, dei duas puxadas e disfarcei muito pra não tossir, porque tentei engolir a fumaça e quase morri por dentro. Não deu outra, minha visão periférica pegou o Elias desdobrando as pernas esticadas na cadeira e levantando. Eu sabia, eu sabia, eu sabia que daria certo! Ele veio até onde eu tava.

- Qual foi?

Quando um homem fala ASSIM contigo, você para. Você espera. Você escuta. Ao chegar perto de mim, ele deu um riso cafajeste que foi só com um lado da boca, bem malandro alterado. Levantou as duas mãos devagar como quem quisesse me dizer que não faria nada e veio se aproximando.

- Tranquilo? Posso chegar?

- Claro! -respondi.

As pregas piscando, doidas pra serem possuídas, conhecidas, invadidas pelo dono daquele corpo maravilhoso diante de mim. Olhando ele de frente, foi só nesse momento que percebi algo preso ao tornozelo do safado, uma espécie de acessório metálico e na cor preta.

- Será que tu me arruma um cigarro? - perguntou.

E levantou aquela sobrancelha riscada. Um relojão de ouro num pulso, alguns anéis dourados, e um cordão enorme com a medalha de São Jorge. Na parte de cima do braço, sobre o bíceps, uns fios de palha amarrados ao redor do músculo, me dando a impressão de que o safado era umbandista, com aquela pinta de presidente de escola de samba na apuração do carnaval, ou então filho de santo que sabe batucar legal. Eu pensei em tudo que fiz, respirei fundo antes de responder e tomei coragem. Era ali, eu ia dar o tiro no escuro!

- Arrumo sim. Mas só se você tiver fogo aí..

Ele não sorriu, pelo contrário, fechou a cara. Aí abaixou o olhar e seguiu andando, só que deu uma volta por onde eu tava e virou em minha direção outra vez. Sem parar de me circular, o puto do Elias abriu o risinho cínico, meteu a mão no bolso e tirou um isqueiro. Me deu, eu acendi novamente o cigarro que tava comigo e tirei um pra dar a ele junto com o isqueiro. Mas o puto não quis. Ele levou o cigarro à boca e falou daquele jeito de quem não quer deixar cair, mas ainda quer falar por entre os lábios, bem malandro.

- Acende pra mim, novinho!

As pernas tremeram, ainda mais pela pose do cafuçu. Ele tava parado e com as mãos nos bolsos, me esperando para dar início ao seu fumo. Mesmo que não estivesse nítido ainda de um pra outro, aquela foi a PRIMEIRA ORDEM que o Elias me deu e eu obedeci subconscientemente. Meu tiro no escuro havia acertado na mosca, eu tava ficando cada vez melhor em lidar com machos. Isso era o que eu pensava, falando de fases e de chefes de fases. A Segunda-feira de Desfile, diferente dos outros dias passados, me revelaria a prova de fogo sobre tudo que aprendi.

- Tu é amigo da Lívia, é?

A partir do momento em que eu respondesse à primeira pergunta, significaria que teria começado uma conversa com o macho que tanto olhei ao longo do dia, entrando no jogo onde ele era o Mestre. Pensei nisso por pouco tempo, o fogo no meio do rabo não tinha mentalidade para essas coisas.

- Sou primo!

- Ah, cês são parentes?

- Sim. A mãe dela é irmã da minha.

Ele puxou a fumaça, tragou e jogou no alto. Em tudo que fazia, não parou de olhar pra mim com os olhos de malícia, de quem parece que conversa contigo e te come na mente, pedaço por pedaço, degustando sem pressa. O puto começou a rir.

- Que foi? - perguntei.

- É que quando eu era moleque era louco pra comer a tua prima!

Bêbado, também comecei a rir daquela confissão. Até que o puto foi voltando a si.

- Desculpa falar assim, é que eu sou a ovelha excluída da família..

Falou ainda num tom engraçado, como se fosse piada sincera.

- Aqui a gente bebe, fuma, cheira, fala merda, faz putaria, tá ligado? Tem neurose não!

Entendi o que ele quis dizer e lembrei dos meus pais evangélicos e conservadores. Lembrei também de como eu estava me diferenciando deles em viver minha vida e completei o pensamento.

- Eu te entendo um pouco. Meus pais são mega crentes, enchem o saco às vezes..

Ele riu de novo.

- Ih, tu é crente e tá fumando?

- Não, não sou! Eles que são!

Foi a primeira vez que me excluí da religião. Ficamos rindo e eu só controlando o fogo na bunda, doido pra sentar logo naquele macho risonho e com jeito de molecote. Mas, por conta das horas e da situação, Lívia apareceu e disse que já estávamos indo.

- Partiu, Fabiano?

- Ué, já? - não acreditei.

- Sim, ainda tem uma cisterna de álcool pra gente dar conta lá em casa.

Elias fingiu que não era com ele e voltou a fumar, dando as costas pra nós.

- Vou só fazer um xixi e a gente vai, ok? - ela pediu.

Eu pensei um pouco. Lívia saiu pro banheiro e eu fui rápido atrás dela, mas sem deixar uma impressão errada pro Elias, que ficou sozinho fumando do lado de fora. Antes dela entrar no lavabo, eu a alcancei.

- Posso te pedir uma coisa? Não sei como te pedir, na verdade..

Ela parou e sorriu.

- Tá gamado no Eli, né? HAHAHAHAAHAHAH

Não botei fé naquela reação. Fiquei estático e ela rindo de mim.

- Tá tão na cara assim?

- Fabiano, você passou o dia TODO olhando pra ele!

Fiquei muito envergonhado, mas ela disse que ninguém percebeu, a galera só encheu a cara.

- Quer ficar aí com ele? - falou.

- Na verdade..

Ela parou de rir e ficou com cara de assustada, como se já soubesse.

- Você quer levar ele lá pra casa?

- Bom, eu sei que ele não é alguém tão íntimo pra vocês.. Mas é que a conversa tá MUITO - e nessa hora eu gesticulei pra ver se ela entendia o significado de muito -, MUITO gostosa, entendeu?

Lívia voltou a rir.

- Vocês tão conversando de boas?

- Sim! Ele parece ser gente boa!

Ela não acreditou.

- E você tá até fumando, Fabiano? Não sabia disso!

- Só às vezes. - menti. - Quando tô entediado!

- Então você tava entediado e foi fumar com o Eli? Tô entendendo agora..

Fez aquela cara de sabichona e eu ri meio sem graça. O sentido sexual foi descoberto.

- Bom, se você tá conversando com ele e viu que ele é gente boa..

Fez uma pausa.

- Então não vejo problema, né? Mas será que ele vai dormir lá? Eu não vou sair pra levar ninguém de carro, não, ein!

Eu tava muito animado por dentro, aquele sim pegou em cheio nas pregas.

- Sem problemas, muito obrigado!

Dei um abração nela, um beijo, e tomei um tapa no braço.

- Para, para de agarra agarra que eu não gosto! Se continuar com isso, vou mudar de ideia!

- Tá bom, tá bom, foi mal!

Retornei ao lado de fora e encontrei o Elias no mesmo lugar, terminando de fumar seu cigarro. Muito inexperiente, eu não sabia nem como se fumava e nem de quanto em quanto tempo, então cheguei oferecendo logo outro. Ele me olhou e, um pouco hesitante, aceitou. Acendi novamente e fiquei ali pra continuar a conversa.

- Qual foi? - perguntou.

- Fui ver o que minha prima queria. - menti de novo. - E você, vai fazer o que daqui a pouco?

Ele pensou uns instantes.

- Vou capotar e dormir.

Silêncio entre nós.

- Alguma sugestão?

Era agora.

- A gente vai lá pro sítio da minha tia. Tá afim?

Ele me olhou, levantou a sobrancelha como sempre, e demorou um pouco.

- Eu ainda vou passar em casa, novinho. Tenho que deixar umas coisas.

- Não tem problema, eu posso te esperar.

Foi a partir daí que minha prova de fogo, do fogo do cu, começou. Ele me olhou de baixo à cima e mandou na lata.

- Por que tu não vem comigo? Eu tô de moto, de lá a gente vai pra tua casa.

- Pode ser!

Pronto. Eu me despedi da Lívia e expliquei como iria embora, ela ficou um pouco pensativa, mas consentiu. Eu e Elias ainda ficamos um tempo no bar bebendo, ela e o namorado já haviam ido embora. Quando deu quase 1h da manhã, mesmo bêbado, Elias montou na moto e eu nunca quis tanto ser uma motocicleta na vida, até lembrei do entregador atrasado de sexta-feira. Sentei atrás, segurei no trapézio dele e o puto arrancou violento, correndo firme por entre vários carros nas ruas. Eu tremi e ele segurou minha mão, gargalhando.

- Tá com medo, novinho? Fica não!

Eu não tava, tava era com fogo mesmo, doido pra sentar logo nele. Todo contato físico só fez me excitar, me empinar naquele banco de moto, sendo guiado direto à casa do macho alfa. No trajeto, troquei mensagens rápidas com meus pais, que fizeram aquelas perguntas chatas de sempre sobre como eu estava, dizendo que estavam morrendo de saudades. Não dei tanta trela, afinal de contas, o fogo no cu da Festa da Carne estava alto. Chegamos rápido, ele me levou até à sala e pediu que esperasse. Fiquei ali uns cinco minutos observando uma bagunça bem característica, com meias, cuecas e outras roupas jogadas. Observei uma boxer manchada de branco e, meio bêbado, me controlei muito pra não sentar ao lado dela, no sofá. Sentei. O Elias tava demorando, então virei o nariz no tecido e senti o cheiro delicioso de piroca de safado, talvez cabeçuda e faminta, bojuda, com saco comportado. Arfei pesado e escutei o barulho de alguém vindo, então fiquei de pé num segundo. Ele entrou pelo corredor.

- Bora, já peguei tudo!

Colocou uma mochila nas costas e fomos.

Chegamos na casa de praia em 15 minutos, no máximo. Lívia ainda tava acordada na sala, o namorado dela no banho e um isopor de bebidas na varanda, de onde eles estavam bebendo antes de chegarmos. Ela avisou da pizza guardada no microondas, pegou uma cerveja e subiu pro banheiro onde o boy dela tava, deixando a gente ali embaixo. Pegamos umas vodkas no mesmo isopor e fomos ao quarto onde deixei minha mala. Assim que abri a porta, o Elias olhou tudo ao redor e ficou surpreso.

- Que isso, ein!

Ele entrou, sentou na cama de casal e botou a mochila pesada de lado. Por alguns segundos, me perguntei o que havia ali dentro, mas não fui além nessa questão. Ele olhou pra mim e fez cara de quem tava prestes a iniciar uma refeição, mas eu decidi me preparar fisicamente e falei que já voltava, saindo do quarto e parando onde estava. Nesse momento, a porta do corredor abriu e, do banheiro, saiu o namorado da Lívia.

- Fabiano? - sussurrou.

Eu escutei e fui até ele.

- Tudo bem? - perguntei.

- Tudo bem sim, eu só queria dizer que acho maneiro você ser esse cara sem preconceitos. De verdade, não é porque tô bêbado.

Não entendi absolutamente nada daquilo, nem pensando duas, três vezes. Tava confuso.

- Sem preconceitos?

- Ah, você sabe! Não tá sendo tão fácil pro Eli essa vida de presidiário!

Que? Hãn? Quando? Eli? Presidiário?

- Tinha muito tempo que eu não via ele conversando com alguém assim. Maneiro ver que tu não julga as pessoas, mano!

Ele apertou minha mão, bateu no meu ombro e saiu depois de um "boa noite" alcoólico. Eu simplesmente travei o corpo, o fogo no cu mais vivo do que nunca, porém o físico gelado e imóvel. Respirei fundo e tentei me lembrar de tudo, mas nada aconteceu. Dei meia volta, parei na porta do quarto e pensei bastante no que fazer. Imaginei que havia um presidiário do lado de dentro e quis rir e gritar ao mesmo tempo, como se não fosse verdade, já que não percebi, ou como se fosse verdade verdadeira. Como não vi? Como? Presidiário? Eli? Diante da porta do quarto onde Elias estava me esperando, tirei o celular do bolso e liguei o 4G. Fui no serviço de buscas e fiquei olhando pra tela, pensando no que fazer. Pesquisei "Elias preso", não encontrei nada de importante. Um minuto de espera, o que fazer? "Elias presidiário recente", nada também. Pensei que aquilo tudo era bobagem pouca e, pelo brilho alcoólico e pela segurança de não ter encontrado algo, virei a maçaneta e abri a porta. Dei o primeiro passo pra dentro do quarto escuro, mas continuei mexendo no celular e procurando algo importante. Percebi Elias de pé, virado de costas pra mim e apoiado na estante, abaixado sobre a superfície da mesma. Pensei e pesquisei "Eli presidiário região praiana". A primeira manchete que apareceu já veio ESTAMPADA COM O ROSTO DO ELIAS bem na minha frente. A cara amassada, um semblante de ódio e as notícias: "Elias, o famoso ELI, é preso na Região Praiana!", "Líder de briga de torcidas também era traficante na Região Praiana!", "Preso por agressão hoje vive com tornozeleira eletrônica". Eu tinha acabado de fechar a porta do quarto, até passado a chave tinha, porque, pra mim, agora era a hora de sentar na vara.

- Fabiano? - Elias chamou, ainda de costas e abaixado no móvel.

Eu tremi na base, confesso muito. Olhei pra ele e vi o puto se virando em minha direção e sorrindo, tudo em câmera lenta. Nos olhos, as pupilas contraídas ao máximo, apenas dois pontos pretos no rosto bruto e meio barbudo nas laterais. Ele esfregou a mão no nariz e arfou pesado. Sobre a estante, vi a carreirinha de pó que o macho viciado acabou de atirar pra dentro. Ainda estalou os dedos das mãos e sorriu pra mim. No tornozelo, aquela armação de metal escuro, que só agora vi brilhando. Uma tornozeleira eletrônica digna de preso político.

- Eu!? - respondi rápido, tentando não transparecer medo.

Em silêncio, ele me chamou com o dedo indicador, daquele jeito de moleque pidão, que quer agora e quer na mão. Eu soube do perigo, eu soube de toda a merda que havia feito, mas ali estava eu. Sexta, sábado, domingo, segunda. Eu ia desfilar da porta do quarto até a mão do cafuçu que tava me chamando. O mesmo que foi preso por ser brigão em torcida organizada, que andou vendendo droga por aí e que agora estava diante de mim, dando a ordem não verbal para colocar o rosto posicionado entre suas mãos. O que aquelas mãos já não haviam feito? Aquela, sem dúvidas, era uma Segunda-feira de Desfile, em vários sentidos. Eu vesti meu medo, o que faria senão isso? Quis estar ali e só fui descobrir no final como as coisas eram na realidade. Mas estava ali, no fim das contas. Dei o primeiro passo e o puto soube bem que eu era boneco na mão dele. Sei disso porque também percebi esse contraste. Andei trêmulo, lidando com o fogo no cu e tendo que entortar a perna pra conseguir me deslocar.

- Tu gosta, Fabiano? - perguntou.

Fiquei na dúvida, mas não parei de caminhar devagar.

- De que?

Excitado pelo efeito da droga que deixa o organismo H I P E R A T I V O, ele segurou uma mala que eu nem vi crescer, COMPLETAMENTE abarrotada no short molinho. Apontada pra direita dele, a cabeça TODA marcada e tremendo. A mão mascou e já começou um PUNHETÃO por cima da roupa mesmo.

- De tomar pirocada no cu? - perguntou sem medo. - De onde eu vim, conheci muito viado assim que nem tu!

As frases saíram por entre dois lábios forçados pra fora, de tão safado e cheio de fome aquele filho da puta tava. Sem blusa, os pelinhos abaixo do umbigo me chamando pra brincar, porém um medo surreal envolvendo toda a situação. "O que mais aquele bandido pode ter feito de errado? E se aquelas mãos ali já mataram alguém?". Mas foi tarde. O queixo parou na ponta do dedo dele.

- Eu já conheci tanto viadinho, mas a maioria arregou, só quis ficar na mamada!

Deu um risinho, apertou o caralhão e sarrou pelo short na minha barriga com força e vontade, passando mesmo na safadeza e me movendo junto pra violência, pro lado bruto da putaria.

- Vê se essa pica é só pra ficar na mamada! Tá vendo?

Se eram fases de um carnaval, aquele talvez fosse o primeiro CHEFÃO. Eu não ia fazer feio, não mesmo, ainda mais depois de ter dado pra tanta gente experiente.

- Eles não quiseram dar pra um macho que nem você? É sério?

Ele se empolgou e apertou meu queixo, falando de perto e dominando, como se eu fosse seu refém obrigado a escutar.

- É sério, viado! Por que, tu quer me emprestar esse cuzinho pra eu dar uma volta?

Nem me esperou responder. O puto já tava de joelhos no colchão e de frente pra mim, agarrado com meu corpo, porém com as mãos arreganhando as nádegas, pra deixar o cuzinho bem exposto. Tirou minha bermuda, afastou o tecido da cueca e, cavando cada vez mais fundo, ficou com os dedos brincando na portinha das pregas de fora, testando a elasticidade em menos de um minuto de contato físico, dedilhando bem cada uma delas. E o macho foi bem bruto, sem qualquer pudor: enfiou um dedão do meio bem seco na própria boca e tachou lá dentro do meu cuzinho, girando num mesmo movimento e me sentindo fechar e abrir por inteiro no dedo calejado de viciado em pó, brigão favelado do caralho, presidiário malicioso e cheio de pecados no corpo.

- SSSS! Assim que eu gosto de comer cuzinho, seu putinho! Lá na cadeia eu só comia os viadinho assim que nem tu, com jeitinho de piranho!

Com um dedo fazendo a festa no fundo da minha raba e a outra mão prendendo meu queixo, mandou abrir a boca e cuspiu na minha língua, ficando com os dedos dentro, numa máxima da objetificação que me senti realmente diante do CHEFÃO. Olhou nos meus olhos e seguiu falando.

- Eu só torava aqueles que tu olha na fuça e vê que tá piscando pra tomar no cuzinho, tá ligado? Bem parecido assim contigo, piranho!

Deu-me o primeiro tapa e aí eu fui me soltando de vez, pronto, tava feito. Sem noções de escrúpulos ou pudores, o Elias tirou o dedo que tava fincado no meu cu e enfiou na própria boca, sentindo o sabor das minhas entranhas.

- Olha que cuzinho gostoso da porra! SSS

- Você fala assim, mas porque deve ser viciado em rabo, né? - provoquei.

Ele chupou dois dedos e tacou os dois no meu cu de uma só vez, me fazendo tremer e bambear as pernas em seu colo, seu comando e controle, mostrando que primeiro saciaria as próprias necessidades antes de qualquer diálogo.

- Eu sou taradão, viado! Gosto mais que pó! - riu.

Caiu de boca no meu pescoço e foi mordendo meu ombro pra marcar, pra machucar MESMO, roçando a barba cheia na minha pele e deixando tudo babado. De nervoso, arranhei suas costas e fui cada vez mais pra cama, ao ponto do puto me puxar com a mão no cabelo e me colocar de quatro, com o lombo empinado. Foi aí que levantou a mão no alto e, sem hesitar, me olhou.

- Você não gosta de bater? Finge que eu sou o teu bumbo! - ainda rebolei.

Ele enlouqueceu, desceu em cheio na nádega e fez três estalos seguidos de porradas consecutivas que deu, testando meu couro como se fosse seu instrumento de percussão.

- Piranha do caralho, começa a pedir pra eu te comer, que hoje tu só vai tomar nesse cu se implorar! Tá pensando que é só chegar, me oferecer cigarro e já ir sentando?

- Duvido! - brinquei. - Você quem vai pedir pra me comer, olha bem pra esse rabo!

Ainda contraí e relaxei as pregas enquanto disse isso, bem nos dois dedos enfiados em mim, ou seja, todo o apertinho ele sentiu, da ponta à quase a mão. E aí tirou tudo só pra voltar a me bater, não se aguentando com aquela ousadia de um viadinho abusado e adestrado pelo recesso de carnaval e seus machos ao longo da semana.

- É o que? Caralho, tu perdeu a noção!? Olha como tu fala comigo!

Levantou num impulso, foi na estante, se abaixou e botou mais uma carreirinha de pó pra dentro, fungando com o nariz insistentemente após fazê-lo, limpando com o antebraço veiudo e grosso.

- Gosta mais que pó, né? - falei. - Tô vendo!

Sem esperar ou ter paciência, virou meu lombo pra si num solavanco, levantou o corpo e tacou a CABEÇA da PIROCA GROSSA na entradinha do meu cu, bem onde as pregas se fecham e abrem pra permitir ou bloquear passagem. Voltou a fungar, bem daquele jeito viciadão de pau duro, doido pra rasgar um cuzinho, e eu só fiz me empinar e descer a parte de cima do corpo no colchão, dando o ângulo perfeito àquela penetração na pele. Senti a quentura do freio da piroca passando pro meu rabo e fazendo abrir e fechar. Foi só nesse movimento automático que a glande já tava praticamente se inserindo em mim, eu agarrando os lençóis e torcendo os dedos dos pés de nervoso.

- SSSSSS!

Ele levantou as mãos e deu mais tapas pelas coxas. Enfiou a mão no meu cabelo e me puxou pra trás, vindo no meu ouvido baixinho.

- Às vezes eu me descontrolo, sabe? Esqueço que tô comendo viadinho, acho que tô fodendo com um boneco!

Eu fiquei arrepiado, tava doido pela iniciação daquele macho impositivo. Uma vara de sei lá qual grossura ou tamanho posicionada e pincelando, alargando devagar. Ele não me deixou ver ou brincar direito com ela, um verdadeiro chefão, uma prova genuína se fui bem adestrado ou não.

- Então pode brincar comigo, moleque! - respondi. - Finge que me emprestaram pra você e usa esse cu como se fosse teu último!

A luxúria explodindo em nós foi como uma onda de calor físico, só que sem o suor, sem parecer exercício. Ele se esfregou, roçou, babou, deitou nas minhas costas, fez de tudo comigo naquele momento de vaidade máxima, tendo a certeza de que passou todo o corpo no meu. Olhou pra baixo, viu a caralha atolada e preparada pra seguir e não se aguentou, me dando mais tapas na raba, aproveitando pra agarrar forte, deixar a marca das mãos e dedos fincados na carne.

- ISSO! SSSS ME RASGA, FILHO DA PUTA!

- Tu gosta, seu piranho? Então fala pra mim, fala! - abaixou de novo no ouvido. - Fala que tu quer que eu te coma até empurrar meus filhos dentro dessa rabiola, fala! Fala que tu quer tora e gala até lotar essa cuceta, seu filho da puta! Se tu não falar, não vou te currar! VIADO!

Nem me deixou responder, tirou e caiu de boca no meu rabo. A língua veio tão reta e certeira que tive que segurar os lençóis pra não sair do colchão.

- HMMMMM! SEU VICIADO! ME FODE LOGO, ANDA!

Eu disse isso e aí ele parou, foi na estante e agora trouxe o pó pra cama. Colocou uma carreirinha sobre meu cóccix, cheirou e caiu de boca certeiro no rabo, ao final da trilha. Eu achei aquilo o cúmulo de objetificação, me senti usado de várias maneiras e estava MARAVILHOSO, era bem do jeito certo pra completar todas as sensações de prazer e dominação. Se fui uma moto na sexta, um depósito no sábado e uma fantasia no domingo, agora estava sendo uma superfície, um buraco, um corpo de carne atraente. Submissão extrema. Senti o puto mordendo minha prega e puxando ela com a pontinha dos dentes pra fora, totalmente íntimo da minha intimidade, brincando com meu físico só pra sentir prazer e nem aí se ia machucar. Ele queria me comer na boca, me rasgar, ver meu sangue de perto. Os pés, as mãos me usando, não simplesmente me tocavam, como também apertavam, puxavam, beliscavam. O pó na corrente sanguínea acelerada. H I P E R A T I V O, de HIPER e de.. ATIVO!

- Vou socar tanto nesse buraquinho, novinho! Vou deixar ele todo "gastado", tu vai virar a minha piranha!

- É pra socar até gozar! É pra brincar à vontade, seu viciado!

Ele mordeu o próprio lábio e, num impulso, voltou a pincelar a cabeça ainda mais fundo na minha entrada, tomando o espaço que antes fora aberto na língua grossa. Brincou, relou, sarrou, mas tirou de novo e voltou a chupar e lamber, dedando as pregas e tentando pôr três dedos e língua juntos. Enquanto isso, mais tapas e tapas na carne, eu cada vez mais marcado e lanhado pela força bruta e malvada daquele macho possessivo e dominador, que tava quase com as mãos arreganhando meu cu, querendo entrar de corpo todo dentro, tamanho seu vício. Mãos calejadas, experientes e de alguém que já havia feito coisas ruins, então pagava por isso. Não fosse pelo fato de que, ali no sexo, eu quem tava pagando tudo por ele, e olha que nem criminoso eu era. Aqueles deliciosos detalhes de uma boa submissão, sabe?

Quando achei que finalmente seria fodido, o Elias veio na minha frente e me testou. Colocou diante da minha boca a mesma vara grossa, gorda e estúpida que tava tentando tomar passagem no meu cu. Vou ser sincero, o caralho não era bonito não. Era problemático, bem arrogante. Do jeito que eu gosto, bruto, feito em traços grossos, daqueles que tu começa a mamar e ele ainda tenta sair à força da tua boca, que nem peixe fora d'água, de tão bojudo e mal educado. Uma tora robusta, feita em garranchos e bem preta, bem mais escura que a pele dele, não fosse pelo espaço entre a cabeça e o restante do corpo, que era destacado por causa do CABEÇÃO do filho da puta. Uma uretra tão forte e bem marcada na parte de baixo do comprimento, que imaginei que aquele macho com certeza tava sempre mijando e gozando muito, em bastante quantidade, pra dar vazão. Aquilo era quase uma tubulação! O buraco da saída do mijo chegava a ser grosso também, atraente, e os arredores eram meio escuros, perto do lilás, de piroca preta e inchada. A cabeçona só de fora enquanto flácido, porque ali, naquela condição, tava era a glande bem viva, quase uma maçã roxa de tão empirocado era e estava o Elias. Só faltou bater que nem um coração, porque vida própria já tinha. Eu NUNCA havia visto um CARALHO igual ao daquele jumento. Eu nem sabia se tinha cu pra isso!! Aliás, a única coisa da qual eu sabia era que só dispunha de um ânus, ou seja, se escangalhasse, não teria outro pra usar.

- Acho melhor tu dar uma mamada antes deu te empurrar, se não vou rasgar essa cuceta no primeiro tranco! Tá muito apertadinha pra mim!

- Também, né.. - falei.

- Foi mal, novinho. Eu sou pirocudo mermo! - riu.

Eu quis fazer graça, tava com a boca tão seca e tão sedento, que tive que dar um diferencial ali. Abri com muita força e vontade, tentando não tocar na pica com as paredes internas. Fui entrando e entortando devagar, deixando que ele sentisse apenas o bafo quente e o agasalho oral cobrindo-lhe todo o membro ereto e envergado. Até que cheguei no limite e só aí me preparei pra finalmente fechar a boca e dar a ele toda a sensação de prazer. Mas o puto quis mais, não conhecia empecilhos. Quando parei, pesou a mão enorme na minha nuca, forçou o quadril contra meu rosto e fez o encontro acontecer por meio do movimento.

- GHHHH - engasguei pesado.

- Aguenta, viado! Tu num disse que gosta de pica?

Senti o desafio e, mesmo com o nervoso, aguentei até onde consegui, com os braços pra trás em total obediência ao Elias. Olhei pra ele e o puto me viu lacrimejando por tanto controle de respiração, mas só fez rir e gemer entre os lábios, com a mão no meu crânio. Jogou a cabeça pra trás, virou os olhos pra cima e abriu as pernas, forçando o tronco de caralha na traquéia.

- Sssss, filho da puta do caralho! Tu gosta muito, né? Assim não vou aguentar!

Disse isso, me deixou tomar ar e foi novamente no passeio oral pela minha garganta resistente e acolhedora, atravessando as amídalas quentes e babadas. O saco ficou batendo no meu queixo, babando junto e escorregando, deixando aquele cheiro de testosterona, e eu muito controlado pra não arranhá-lo, deixando que tirasse o máximo de prazer de mim.

- Hmmmm! SSsssss! Tô gostando de ver essa goela!

Aí, como se fosse mega hábito, tapou meu nariz com uma mão, atolando o caralho com a outra e me deixando propositalmente sem ter por onde respirar. Prendi a respiração e ele só fodendo minha cara suada e rindo da minha condição, dando até com o saco nos meus lábios pra aumentar a carga de submissão. Quando finalmente parou, ainda me deu uns tapas de mão aberta, pra fazer barulho de estalo mesmo, em cada lado do rosto. Aí puxou pra trás pelo cabelo, ficou de pé e me deixou de joelhos, diante de si.

- Olha pra mim e pede pra eu te dar essa piroca, novinho! Anda! Comigo tu tem que ser educado!

Eu demorei e tomei mais um tapa. Ele então mudou de ideia.

- Bota a língua pra fora, cachorra! Bora!

Obedeci e ganhei uma cusparada certeira. Aí veio novamente a outra ordem.

- Pede pra eu te dar caralho, pede? Implora por essa pica de bandido, implora!

Coloquei as mãos pra trás e disse bem disposto e totalmente aberto a ele.

- Me dá essa rola, Eli! Por favor, eu te imploro, seu safado do caralho! Coloca ela dentro de mim!

Ele só empurrou o quadril pra frente e deixou a cabeça babada bater no meu olho, me dando uma pirocada no canto da boca, deixando tudo com a umidade da minha própria saliva. Dançou, brincou, rodou, aí lançou o torpedo no fundo da garganta, me engasgando várias vezes seguidas e ainda comandando tudo com a mão atravessada no meu cabelo. Ele parou, cheirou mais uma carreira de pó e voltou com aqueles olhos pretos e pequenos, preparado pra mais sessão de objetificação. Olhou pro chão, viu os próprios chinelos e me fez lambê-los, me chamando de cadela. Não a parte suja, e sim onde ficavam seus pés enormes.

- Sente o gosto, seu viado! Cheira o pé do teu macho, cheira!

Me fez descer e lamber, o que fiz com muito gosto e carinho, bastante atenção. Passei a língua entre cada dedo daquele grosso e com um pouco de pelo em cima, sorvi a essência forte de masculinidade e fiquei todo babado e sujo da mistura de fluídos. Suor, bebida, resto de pó, vício e pé de macho. O puto também me fez lamber sua barriga, chupando os pelos debaixo do umbigo, os músculos dos braços e até as axilas. Era um macho fetichento da porra, então nem se assustou quando caí de boca nos mamilos, deixando ele no ponto de bala pra estraçalhar um rabo.

Quando finalmente cansou de me usar e abusar, Elias me colocou deitado de bruços sobre o colchão e, antes de deitar por cima de mim, pegou um travesseiro e colocou entre a madeira da cama e a parede do quarto, algo que não entendi de cara e julguei por ele estar pancado de pó. O puto então veio e deitou com o corpo suado e quente por cima de mim, atolando a vara entre as nádegas e só rebolando com o quadril pra ir entrando certinho onde deveria, que foi o que foi rolando aos poucos com a nossa movimentação. Não precisou de mão ou mira, tudo já estava bem encaminhado. A cabeça da caralha travou na entrada do meu cuzinho e o puto me suspendeu com a mão por baixo do quadril. Veio no ouvido por trás.

- Relaxa pra "mim entrar"!

Respirei fundo e tentei ficar seguro, o que consegui parcialmente. Era muito grossa, a mais grossa até então. Ele passou com a entrada da cabeça pelas pregas e não conseguiu mais.

- Força! Pode forçar! SSSS - pedi.

O marginal obedeceu como se fosse a única escolha, mas naquele desejo primitivo de me sentir sendo alargado por si, até pôs uma mão no meu ombro pra ajudar com qualquer intenção. E foi entrando, só que isso foi puro trabalho de alargamento, porque a partir dali as pregas não iriam mais sozinhas, precisaram da ajuda da pica dele. O atrito, a quentura, a diferença na textura das peles, tudo me deixou aflito. O braço dele segurando meu corpo, dominando minhas vontades e tomando espaço dentro de mim para entrar e se guardar, se fazer, festejar a carne.

- Que cuzinho apertado, ein! Filho da puta!

Tomei um tapa no lombo e fiquei mais solto, mesmo com a sensação de preenchimento contra a elasticidade normal do cu. Tava delicioso, uma queimação fora do normal, causada pela entrada de um macho faminto. Eu não me contive, não tive como.

- Pode foder, vai! Não para, não!

Ele não aguentou escutar isso em tão pouco tempo de trepada, confesso que nem eu esperei falar tão cedo. Mas o foguinho no rabo tinha que crescer, eu precisava!

- Fode, Eli! Taca fogo nesse cu!

- Tu tem certeza, moleque? Eu vou arregaçar esse teu buraco, se tu deixar! Olha lá! - avisou.

- ME FODE LOGO, CARALHO! - declarei iniciado o teste.

Ele prendeu os braços no colchão como se posicionasse pra fazer uma flexão. Esticou as pernas e o resto do corpo, ficou exatamente onde tinha total controle e movimento e pronto, largou o peso. Apoiou uma mão no meu ombro e ficou me puxando pra baixo pra não permitir que fugisse. Saiu e entrou num tranco tão rápido e gostoso que prendeu todo meu cu, dando aquela sensação de alargamento forçado que me fez tremer de tesão socado.

- SSSSSS!

Até o puto sentiu a pressão, porque se arrepiou todo e me deu um tapa que acabou se transformando num agarrão na minha pele, na minha carne.

- Piranho, rebola mesmo, viado!

Saiu e voltou outra vez. E na volta, entrou com tudo, se esfregando todo nas minhas costas, coladinho comigo. Senti até o solavanco das coxas dele ficando firmes, só pela envergadura daquela caralha preta, grossa e cabeçuda tomando conta de todo o meu cu por dentro. Eu tava aberto praquele macho e me sentindo no auge da luxúria, permitindo que ele me usasse, me batesse, acabasse comigo em todos os sentidos do uso. Meu chefão, afinal de contas. Aquele que veio pra me testar, me checar. Quando achei que não dava pra melhorar, o puto tirou tudo e me deixou sentir o vazio deixado. Aí puxou meu cabelo e deu um tabefe no lombo.

- Pede pra eu botar!

- SOCA, CARALHO! SOCA, ELIAS!

Ele foi com tudo de novo, lá no fundo, o saco chega estufou na porta de entrada, de tão puxado que foi, os ovões marcados. Dente no pescoço, bafo na orelha, xingamento no ouvido, tapa na pele e piroca na cuceta. Eu puxado pra trás pelos cabelos, todo torto e empinado, com um cafuçu montado no meu lombo e envergado por dentro de mim. Tudo normal. Ele segurou minha cintura pelos lados e começou a meter automático, que nem máquina, crescendo aos poucos. Mexendo só o próprio quadril num ritmo alucinado, que me arrancou muito gemidos baixos, aí sim o puto ficou satisfeito e não parou mais. Queria me ver gemendo o tempo todo, mesmo tapando minha boca e aplicando pressão na foda.

- Isso, seu viciado em cu! SSSSSS

Toda vez que eu falava em vício, ele parava e cheirava pó, mas agora não parou de foder, porque trouxe e ajeitou sobre minhas costas, dando continuidade à foda.

- Não consegue escolher, né? Tarado! Hmmmm

- Cala a boca, porra! Mandei tu falar?

O puto pegou uma meia que tava na mochila e enfiou na minha boca, tudo com aquele jeito meio transtornado e faminto pelo pó. Olhou pra baixo, cuspiu no meu cu e voltou a foder bem melado, com a pré-porra já ensopando tudo. Só escutávamos os barulhos do choque de corpos suados, da cama rangendo e batendo na parede, escorada pelo travesseiro colocado pelo Elias. Só então entendi a intenção dele em diminuir o barulho das porradas, porque já sabia que me foderia que nem bicho cruzando, copulando pela necessidade de se reproduzir. E se deixasse, ele se reproduziria comigo, mesmo sendo viado.

- Tá preparado pra receber meus filhos nesse cuzinho, viado?

- A hora que você quiser, só gozar! Ahnnn!

Ele apertou meus ombros e atravessou o quadril em mim, me jogando pra frente, mas sem desencaixar por um só instante. Senti o rabo sendo tomado de gala quente, as nádegas sendo fincadas por dedos calejados e grossos, além da piroca empurrando e levando tudo pra dentro e pra fora.

- SSSSSS! PIRANHA! SAFADA!

- Seu puto! Fffff

À cada jatada, a caceta deu uma pulsada que senti tremer no anel elástico, arregaçado no talo pela verga grossa de um macho abusado e truculento. E por falar nisso, demorou. Levou um tempo. Ele não saiu depois de gozar e voltou a meter, eu não acreditei. A própria caralha tomou vida e ficou praticamente empenada de novo, me dando a sensação de ardência suprema no cu, que nem quando trepei com toda a roda de samba de cafuçus no domingo.

- O que você tá fazendo? - perguntei.

- Ué, tu não queria me emprestar o cu? Já tá cansado?

Disse como se fosse a coisa mais normal e eu não botei fé. Quando vi, ele já tava era ofegante de novo e mandando ver no meu lombo, agitado, aflito, fodendo no couro mesmo, aquele cheiro de rabo queimado subindo entre nós. A própria porra sendo empapada e usada como lubrificante, num cúmulo de vício que não existia. Ele colocou pó nas unhas e não parou pra cheirar, cheirou me comendo. Ficou todo torto no meu corpo e foi perdendo a consciência na sacanagem, me dando tapas descontrolados e fodendo com raiva, velocidade e impulso. Pareceu que não ia gozar, que só queria meter por meter. Eu senti as pregas sendo desfeitas de uma só vez, mas tava tão delicioso sentir aquele uso, aquele desgaste, aquela pressa de foda bruta e violenta, que relaxei ao máximo e só deixei ele se fazer em mim. Gostoso do caralho! Ele quis diferente, tirou a tora e deixou só a cabeça passando pelo anel de pele, entrando e saindo. Ao ir, roçava contra toda a entrada, bem apertado e quente no rego, cercado pelas entranhas de um cuzinho. Ao sair, vinha raspando com a ponta por tudo, dando aquele arrepio saliente pela parte específica do prazer na glande e na rabiola. A queimação, o inchaço, a latência. Fiquei tão nervoso que me abri na cama, puxei lençol, suei, mordi as meias, fiz tudo. Ele acabou de me foder outra vez, com o pé na cara e me descendo no colchão. Soltou outra carga pesada de leite dentro de mim e caiu por cima, depois virou de lado e me deixou bem de cara nos sovacos.

- Cansou? - perguntei.

- Tô só começando, seu viado! Enquanto tu tiver aqui, eu vou traçar esse rabo!

Ambos respirando ofegantes, senti o leite que veio do saco dele descer pelas pernas e só me mantive ali deitado, na mesma posição em que estava. O Elias colocou o short novamente, saiu e ficou um tempo.

Uns cinco minutos depois, ele voltou com duas cervejas e me deu uma. O tecido com gotas de mijo, com certeza havia passado no banheiro. Eu ainda de cu pro alto, tomado de gala e exposto, cansado de tanto esforço, doido pra dormir. Como não saí pra me limpar, o líquido morno presente na passagem do cu só fez a ardência continuar presente. Ele me viu ali e riu, sentou do meu lado, com a mão na minha bunda toda marcada e os dedos brincando na porta do rego.

- Tu gosta muito de uma pica, ein?

- Eu gosto. E você de cu. - respondi.

EU NÃO ACREDITEI, PORQUE O SAFADO ALISOU O CARALHO FLÁCIDO POR BAIXO DA ROUPA E RIU TODO SALIENTE. COMEÇOU UMA PUNHETA DISFARÇADA. Afinal de contas, que tesão era aquele? Pra completar, ainda teve uma ideia absurda. Abriu a mochila, me mostrou uma calcinha bem apertada, que acho que nem dava em mim, e pegou mais pó.

- Já sabe! - disse.

Jogou a peça de roupa e eu só fiz obedecer, levantei, vesti e ele cheirando, se drogando ainda mais. Quando terminei, o puto também tinha acabado de dar mais tiro pra dentro do nariz, aí teve a visão deu bem empinado e virado de calcinha. Não tive tempo. Ele foi ANIMALESCO, SELVAGEM e PRÁTICO, tão IRRACIONAL quanto um cavalo garanhão cercado de fêmeas no cio. Só que eu era outro macho, apesar da calcinha que ele mesmo me deu. O Elias pirou ao me ver, talvez mais do que pela cocaína em si, tamanho seu vício em cuzinho de homem. Virou pra trás, abaixou o short só até os joelhos, encaixou o PAU MEIA BOMBA na entrada do cu aberto e empurrou MESMO SEM EXCITAÇÃO APARENTE, só pela mera vontade de ter onde se esconder, onde entrar. Mas foi assim que a vara TOMOU VIDA e me deixou BAMBO outra vez, porque agora ele agarrou a cinta da calcinha, dobrou na mão e puxou pra si, me dominando imóvel, me fodendo em pé e na garra, na malícia, empurrando minhas pregas pra dentro e deixando a própria impressão física no meu corpo, como se aquela pecinha de roupa fossem minhas rédeas.

- SSSSSS! VIADO DO CARALHO!

Puxou meu cabelo pra trás e pensei que fosse me tocar como se fosse um berimbau. Eu sabia que ele era filho de santo de alguém, por conta daquele jeito, de suas crenças e do cordão de São Jorge, então imaginei que deveria ser capoeirista. Tava dando de pau duro, ou seja, fiquei travando ele com as pregas e isso deu ainda mais prazer pro puto galar PELA TERCEIRA VEZ dentro do meu rabo, puxando meu cabelo pra trás e submetendo meu ventre amarrado na calcinha como se eu fosse um animal sob seu domínio. MAs, se eu era controlado pelos meus pais, por que não por ele? Tomei um mãozadão atravessado no lombo e a carga de porra saiu outra vez, de pé mesmo.

- Sssss esse cuzinho já tá ficando largo, tá sentindo?

Brincou de forçar lá dentro, enquanto os poucos jatos ainda estavam saindo. Não tive como não sentir.

- Seu puto, seu safado! Aposto que comia todo mundo na prisão!

Ele veio por trás do ouvido e falou.

- Só os viadinhos assim que nem tu!

Riu, tentou morder meu rosto e voltou a forçar, como se estivesse preparado pra retomar a foda mesmo sem sair, sem deixar a gala descer. Eu nem estava mais sentindo o cu, porém as pernas estavam pedindo arrego, principalmente as coxas.

- Acho melhor tu começar a tomar anticoncepcional a partir de amanhã, viado!

Eu comecei a rir e só então a vara meia bomba desceu, trazendo consigo os filetes de filhos deixados dentro de mim por aquela tromba babona e grossa, toda preta, bojuda e cabeçuda. O puto acendeu um cigarro do meu bolso da bermuda, foi pra janela e ficou fumando de pé, andando de um lado pro outro completamente nu. Aquele pó devia ter viagra, porque a caralha ficou mole por pouco tempo, lá tava ele em pé de novo, querendo atenção. "Que insaciável da porra, esse chefão!", pensei. Elias virou pra mim com a verga batendo no umbigo e quis mamada enquanto botava mais pó pra dentro. Eu comecei a ficar preocupado, mas chupei sentindo o gostinho do meu cu e também do leite salgado dele. Por incrível que pareça, ele se drogou e ficou batendo punheta na minha cara, olhando nos meus olhos e esfregando a pele enrugada do saco no meu rosto. Gozou pela QUARTA VEZ na mesma noite, foi quando finalmente saiu pra mijar, voltou e sentou na poltrona do quarto, cochilando brevemente. Eu tava morto, destruído, mas sabia que não poderia continuar ali sem acordar vivo e inteiro no dia seguinte. Pra não perder tempo, respirei fundo e, sem fazer barulho, fui colocando peça por peça de roupa dentro da minha bolsa, mas naquele medo fodido do cara acordar. Quando finalmente terminei a arrumação, deixei um vidro de perfume cair no chão. Elias levantou num pulo!

- Que isso! ? Quem é!?

Apontando pra minha cara, ele me rendeu e ficou por trás do meu corpo.

- Tava aprontando o que, viado?

- Você tava tendo um pesadelo e acordou assustado! - falei.

Aquela nóia dele tava demais. Mesmo sendo imprevisível nesse ponto de perigos, era também sexual, porque senti a caralha tomando forma atrás de mim. Aquele não era um macho normal, impossível.

- Tava querendo fugir sem tomar uma pirocada, né?

Ele abaixou minha bermuda e, mesmo eu estando de mochila nas costas, botou a cueca pro lado e entrou em mim com a MAIOR FACILIDADE do mundo, nem precisou cuspir. Aí se agarrou no lombo e foi fodendo como se já estivesse ali há tempos, sendo que talvez nem estivesse com o pau tão duro assim.

- Eli, você tá bem?

O safado me deu um tapa, segurou meu corpo e só foi metendo sem intenção de gozar. Pegou o controle da TV, ligou num volume baixo e colocou na exibição dos desfiles das escolas de samba. Não entendi aquela viagem.

- Já te falei, seu viado! Quem manda sou eu! Se prepara que agora tu vai ver a mangueira entrando!

Eu ri um pouco e me senti muito ninfeto. Ele apertou meus ombros e brincou nas pregas da mesma maneira que fez quando gozou no começo, roçando a pele da glande nas minhas entranhas quentes e apertadas. A última leitada dele foi transparente, de tanto que já havia gozado naquela putaria ali comigo, e quase não teve volume líquido, só alguns poucos jatos. Suados e ofegantes, caímos na cama, meu cu em carne e viva e com leite ainda dominando no ambiente. Esperei alguns minutos, ouvi o ronco do Elias e levantei. Olhei pra ele antes de sair e percebi o caralho ainda duro, virado pra cima.

- "Misericórdia!" - pensei. - "Que homem é esse!?"

Não olhei pra trás. Escrevi um bilhete pra Lívia e deixei na parte de baixo da porta do quarto dela. Falei sobre a noite maravilhosa, mas do cansaço e de como aquele homem era foguento. Sabia que ela entenderia, então não perdi tempo e saí da casa de praia ainda de madrugada. Da mesma maneira como saí do sítio da minha amiga no sábado, fui andando todo torto, mas apenas um homem era responsável por todo aquele estrago. Elias, o viciado. Aquele que tinha, dentro de si, quase a mesma força que cinco cafuçus tiveram ao me explorarem livremente. Eu sabia dos perigos de voltar sozinho, sabia de todas aquelas merdas que tava aprontando, mas não quis saber de nada. Voltei pra rodoviária cheio de leite, fedendo a macho e ainda acendi um cigarro. O andar que Eli, o presidiário agressivo e viciado, me deu naquela madrugada foi quase que de lado, tão assado fiquei. Quem visse de fora, pensaria que eu estava desfilando pela avenida, porém sem imaginar quem fora o mestre de bateria que me pusera pra desfilar em plena madrugada. E se me perguntassem, eu seria curto e grosso na resposta.

- Foi porque eu vi a mangueira entrar!

Cheguei em casa antes do fim da madrugada, tomei banho e, como sempre, me pus a lavar o cu ardendo e cheio de leite. Fiquei uns cinco minutos só cutucando e tirando o resto de porra que o Elias, um presidiário agressivo e viciado, havia depositado nas entranhas. Dessa vez, ainda senti o corpo todo ardido e latejante por conta da surra que o cafuçu me deu, tanto no rabo quanto nas coxas, nos braços, pernas e lombo. Senti fome e preferi comer biscoito do que ter que fazer comida, de tão cansado. Definitivamente, o carnaval já poderia acabar. Sexta, sábado, domingo e segunda só sentando em piroca, chupando rola e tomando esporrada no fundo do cuzinho. Entregador, pagodeiros, jogador de futebol, vendedor ambulante, bebum, índio, presidiário viciado, eu tava COM-PLE-TO, não faltava absolutamente nada pra me deixar mais piranho. Até do chefão havia passado, por mais destruído que tenha ficado depois disso. Só quis dormir o resto do feriadão, sem mais aventuras. Antes das 8h da manhã eu já estava no meu quarto, descansando na cama e dormindo de bruços e sem a parte de baixo da roupa, pra ver se o rabo dava uma respirada e ficava menos inchado.

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Conto do parceiro André Martins. Para acompalhá-lo você pode segui-lo nas seguintes redes sociais:

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Vale muita a pena ler todos os seus contos, porque é um melhor do que o outro. Espero que vocês estejam curtindo e logo mais a história continua.

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